domingo, 23 de outubro de 2016

Paulo proibiu a prática de exercício físico com base em (1Tm 4:8)?





Não é surpresa saber que existem pessoas que ao lerem esse texto de imediato entenderam que o apóstolo Paulo não apoiava o exercício corporal. No entanto, a nossa resposta é Não!. Paulo em nenhum momento fez qualquer tipo de oposição ao exercício físico ou a quem o pratica, ele apenas enfatizou que é secundário em relação à piedade. Pois a Timóteo disse pouco proveito e não nenhum proveito. Palavras que estão ligadas a quem pratica alguma atividade física como atleta, prêmio ou coroa serviram a Paulo de analogia à nossa carreira cristã (1Co 9:24-25; Fp 3:14; 2Tm 2:5).

Assim, não se prive de exercitar-se, pois quem não pratica atividades físicas é sedentário, e um forte candidato a ter problemas de saúde como hipertensão, diabetes, obesidade e outros que causam ataques cardíacos que em muitas vezes levam a pessoa à morte. Ademais, o nosso corpo é Templo e morada de Deus. É preciso não apenas o homem cuidar do seu lado espiritual, mas também do físico.
"Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma" (3Jo 2 ).
"Porque ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja,..." (Ef 5:29).

                                                                                                          Itard Víctor Camboim De Lima.

sábado, 15 de outubro de 2016

O missionário John Wesley "pergunta aos obreiros atuais".




"Em 1756, Wesley apresentou [An Adress to the Clergy” [Discurso ao clero], texto que os futuros pastores de nosso tempo deveriam ler como parte de seu treinamento. Ao discutir o tipo de habilidades que um pastor deveria ter, Wesley distinguiu entre “dons naturais” e “habilidades adquiridas”. É extremamente instrutivo ponderar as habilidades que Wesley considerava que um ministro deveria adquirir:

(1) Como alguém que se esforça para explicar a Escritura a outras pessoas, tenho o conhecimento necessário para que ela possa ser luz nos caminhos dessas pessoas? [...] Estou familiarizado com as várias partes da Escritura; com todas as partes do Antigo Testamento e do Novo Testamento? Ao ouvir qualquer texto, conheço o seu contexto e os seus paralelos? [...] Conheço a construção gramatical dos quatro evangelhos, de Atos, das epístolas; tenho domínio sobre o sentido espiritual (bem como o literal) do que eu leio? [...] Conheço as objeções que judeus, deístas, papistas, socinianos e todos os outros sectários fazem às passagens da Escritura, ou a partir delas [...] ? Estou preparado para oferecer respostas satisfatórias a cada uma dessas objeções?

(2) Conheço grego e hebraico? De outra forma, como poderei (como faz todo ministro) não somente explicar os livros que estão escritos nessas línguas, mas também defendê-los contra todos os oponentes? Estou à mercê de cada pessoa que conhece, ou pelo menos pretende conhecer, o original? [...] Entendo a linguagem do Novo Testamento? Tenho domínio sobre ela? Se não, quantos anos gastei na escola? Quantos na universidade? E o que fiz durante esses anos todos? Não deveria ficar coberto de vergonha?

(3) Conheço meu próprio ofício? Tenho considerado profundamente diante de Deus o meu próprio caráter? O que significa ser um embaixador de Cristo, um enviado do Rei dos céus?

(4) Conheço o suficiente da história profana de modo a confirmar e ilustrar a sagrada? Estou familiarizado com os costumes antigos dos judeus e de outras nações mencionadas na Escritura? [...] Sou suficientemente (se não mais) versado em geografia, de modo a conhecer a situa­ção e dar alguma explicação de todos os lugares consideráveis mencionados nela?

(5) Conheço suficientemente as ciências? Fui capaz de penetrar em sua lógica? Se não, provavelmente não irei muito longe, a não ser tropeçar em seu umbral [...]. Ou, ao contrário, minha estúpida indolência e preguiça me fizeram crer naquilo que tolos e cavalheiros simplórios afirmam: “que a lógica não serve para nada?” Ela é boa pelo menos [...] para fazer as pessoas falarem menos — ao lhes mostrar qual é, e qual não é, o ponto de uma discussão; e quão extremamente difícil é provar qualquer coisa. Conheço metafísica; se não conheço a profundidade dos eruditos — as sutilezas de Duns Scotus ou de Tomás de Aquino — pelo menos sei os primeiros rudimentos, os princípios gerais dessa útil ciência? Fui capaz de conhecer o suficiente dela, de modo que isso clareie minha própria apreensão e classifique minhas ideias em categorias apropriadas; de modo que isso me capacite a ler, com fluência e prazer, além de proveito, as obras do Dr. Henry Moore, a “Search After Truth” [A busca da verdade] de Malebranche, e a “Demonstration of the Being and Attributes of God” [Demonstração do ser e dos atributos de Deus] de Dr. Clark? Compreendo a filosofia natural? Compreendo Gravesande, Keill, os Principia de Isaac Newton, com sua “teoria da luz e das cores”?  Além disso, tenho alguma bagagem de conhecimento matemático? [...] Se não avancei assim, se ainda sou um noviço, que é que eu tenho feito desde os tempos em que saí da escola?

(6) Estou familiarizado com os Pais; pelo menos com aqueles veneráveis homens que viveram nos primeiros tempos da igreja? Li e reli os restos dourados de Clemente Romano, de Inácio e Policarpo, e dei uma lida, pelo menos, nos trabalhos de Justino Mártir, Tertuliano, Orígenes, Clemente de Alexandria e de Cipriano?

(7) Tenho conhecimento adequado do mundo? Tenho estudado as pessoas (bem como os livros), e observado seus temperamentos, máximas e costumes? [...] Esforço-me para não ser rude ou mal educado: [...] sou [...] afável e cortês para com todas as pessoas?

Se sou deficiente mesmo nas capacidades mais básicas, não deveria me arrepender frequentemente dessa falta? Quão frequentemente [...] tenho sido menos útil do que eu poderia ter sido!

       É notável essa perspectiva de Wesley de como deve ser o pastor: um cavalheiro, hábil nas Escrituras e conhecedor da história, da filosofia e da ciência de seu tempo. Quantos pastores graduados em nossos seminários se enquadrariam nesse modelo? O historiador eclesiástico e teólogo David Wells chamou nossa geração atual de pastores de “os novos obstáculos”, porque abandonaram o papel tradicional do pastor como um proclamador da verdade para a sua congregação, e substituíram-no por um novo modelo gerencial que enfatiza as habilidades de liderança, marketing e administração. Como resultado, a igreja tem produzido uma geração de cristãos para os quais a teologia é irrelevante e cujas vidas fora da igreja praticamente não difere em nada da dos ateus. Esses novos pastores gerentes, queixa-se Wells, “têm maltratado e despreparado a igreja; eles têm deixado a igreja cada vez mais vulnerável a todas as seduções da modernidade, exatamente porque não ofereceram a alternativa, que é uma vida centrada em Deus e sua verdade”. Precisamos recuperar o modelo tradicional de homens como Wesley."


FONTE:http://www.reasonablefaith.org/portuguese/estagnacaeo-intelectual

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ÉTICA CRISTÃ (Revelação)



                                                         



Quando o cristão recebe alguma revelação da parte de Deus que esteja ligada à intimidade de alguém, ele deve levar isso a público ou à pessoa revelada? O que a Bíblia diz?

Resposta: A Bíblia nos dá pelo menos dois exemplos de pessoas que, através do poder e autoridade divina, trouxeram à tona a vida íntima de algumas pessoas. Contudo,  as únicas pessoas que tinham conhecimento do fato ou da revelação nesse contexto era o emissor e o receptor.

Exemplo: Natã (emissor) quando foi a Davi (receptor) e revelou-lhe a situação ilícita entre ele e Bate-Seba, não levou ninguém com ele. (2Sm 12: 1-7). O Senhor Jesus, também estava a sós com a mulher samaritana quando revelou quantos maridos ela tinha tido, e que o atual não era dela, pois os discípulos tinham ido à cidade comprar alimento. (Jo 4: 8).

É interessante salientar que Deus é quem revela o oculto ao profeta, mas é o profeta através do seu livre-arbítrio quem se responsabiliza pela forma que decide entregar a revelação.  Por exemplo, se o profeta decidir revelar para outras pessoas o que Deus revelou-lhe sobre a vida pessoal de alguém, sem que tenha recebido autoridade divina, Deus não se responsabilizará se porventura a pessoa se sentir constrangida e vier a processar o profeta por danos morais, pois tal “revelação divina” será um crime contra à honra da pessoa ofendida, conforme consta  nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal. As autoridades são constituídas por Deus:

 “Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal.”  (Rom 13:3 ARA)


Logo, aquilo o que Deus revelou sobre X ou Y só deve ser trazido a público se Ele autorizar, pois se tal revelação for apenas para X ou Y é preciso obedecer. Entretanto, se Deus autorizar é preciso ter a coragem de João Batista a ponto de ser decapitado e assim cumprir a vontade de Deus como um genuíno profeta (Mc 6:17- 28). 

            E, se você é uma pessoa que não mede esforços em compartilhar com as pessoas tudo o que sabe sobre a vida dos outros, é bom pedir a Deus sabedoria, pois, quem comigo não ajunta espalha. (Lc 11:23 ARA)

“O mexeriqueiro não sabe guardar segredos; evita as pessoas que falam de mais.” (Pv 20:19 SBP)

“O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos.” (Pv 16:28 ARA)


                                                                                          Itard Víctor Camboim de Lima

sexta-feira, 29 de julho de 2016

CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA


“Segundo Aristóteles, somos seres políticos. Uma das condições essenciais do ser humano é o fato de viver agregado a outros homens.

Desta forma, alguns gestos simples, como admitir um princípio como sendo o melhor para o bem comum, torna-se um ato político. Assim como as escolhas que fazemos diariamente.

Ninguém pode considerar-se apolítico, pois o simples fato de não gostar, ou não se envolver com a política, por si só, já envolve uma decisão política: a de concordância com o que está posto e com a aceitação da decisão dos demais. Em outras palavras, ou você faz política ou sofre política.
O problema é que muitas pessoas associam política a politicagem, e acham que somente as pessoas que possuem um cargo ou função política é que a exercem.

Entretanto, quando encaminhamos uma reclamação para um órgão na tentativa de garantir um direito, estamos fazendo política; quando há muita gente pra entrar em um local e fazemos uma fila para evitar bagunça, também; assim como quando um vereador faz uma lei para melhorar as condições do município.

A política está mais presente no cotidiano das pessoas do que se pode imaginar. Ela está no preço da passagem de ônibus, na gratuidade nos transportes públicos para idosos e nos impostos que pagamos sem perceber quando adquirimos qualquer produto no supermercado. Enfim, todas as regras de convivência em sociedade são definidas pela política.

Não é necessário relacionarmos política à corrupção. É claro que não devemos ignorar alguns fatos, e precisamos reconhecer que há muito para ser mudado no cenário político brasileiro. Entretanto, não podemos chegar ao extremo de dizer que a política em si é algo sujo. A política pode até estar suja, neste caso, precisamos varrer a sujeira e não a política.

Alienar-se dos acontecimentos políticos, não irá de maneira alguma minimizar os problemas que temos enfrentado, muito pelo contrário, deixará o caminho livre para que cada vez mais pessoas inescrupulosas se aproveitem de seus cargos para obterem vantagens pessoais.

Precisamos, pois, aprimorar a nossa consciência política, para de alguma forma, seja através de idéias, atitudes ou do nosso voto, mudarmos para melhor a sociedade em que vivemos.” FONTE:http://www.webartigos.com/artigos/e-possivel-viver-sem-politica/33324/#ixzz48J1coNoW


quinta-feira, 2 de junho de 2016

A Falsa Prosperidade Vs. A Bíblia


                    
                                                                                                                           

                                                           Dobrados honorários (ARA)
                                                                       (1Tm 5:17)

Teologia da Prosperidade. Os líderes, ou os defensores da Falsa Teologia da Prosperidade, de forma bastante tendenciosa se aproveitam desta expressão para tentarem enfatizar que a Bíblia apoia a forma como eles arrecadam dinheiro dos seus liderados. 


Resposta Apologética: Embora o texto esteja falando do mantimento pastoral, o que é bíblico, ele não apoia a ganância ou o método usado pelos defensores desse ensino estranho às Escrituras. O método usado por eles foge daquilo que Bíblia recomenda, pois no contexto bíblico não há margem para a usurpação, por exemplo, da fogueira santa, ou do sabonete do descarrego ou dos sermões apelativos e barganhosos que há nas denominações neopentecostais, algumas pentecostais e simpatizantes, pelo contrário, temos textos que mostram casos de pessoas que foram tomadas pela ganância e que tiveram o fim trágico como: Acã que foi apedrejado por ter escondido em sua tenda os despojos que deveriam ser destruídos (Js 7.20-26), e Geazi, que ficou leproso depois que Eliseu descobriu que ele havia ido cobrar a cura que Naamã havia recebido de DEUS (2 Rs 5.23-27). Ou seja, a usurpação ou a torpe ganância aplicada por essa “teologia” são coisas pecaminosas, algo que um obreiro de Deus não pode ter em seu ministério (1Tm 3:8; Tt 1:7; 1 Pe 5.2), pois, as coisas de Deus são inegociáveis (At 8:18-24).                                             
                                                                                                               Itard Víctor Camboim De Lima.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Testemunhas de Jeová e sua falsa tradução.






                              Εν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος, καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν, καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος.

                                                                 - O Verbo era Deus -
                                         

Testemunhas de Jeová. Segundo os defensores da bíblia das Testemunhas de Jeová, o fato de no texto grego de (Jo 1:1) não haver o artigo antecedendo a palavra “Deus” já é o bastante para que a mesma seja traduzida com um artigo indefinido, e para escrevê-la com um “d” minúsculo. 

Resposta Apologética:  Gramaticalmente podemos dizer que esse argumento não se sustenta, pois temos pelo menos 15 ocorrências  (Mc 12:27; Jo 1:18, 8:54; Rm 9:5; 1Co 3:7, 8:4; 2Co 1:21; 5:5; Gl 6:7; Fp 2.13; 1Ts 2:5; 2Ts 2:4; Hb 3:4; 11:16; Ap 21:7), onde o substantivo “Deus” é usado sem artigo no NT no mesmo caso (nominativo - θεὸς) de Jo.1.1, e nem por isso os tradutores sérios, como também as próprias Testemunhas de Jeová, traduziram-nos com artigo indefinido. Se as Tjs não fossem tendenciosas para com o texto que afirma que Jesus é Deus, usariam o mesmo artifício para traduzirem, por exemplo, (Jo 8:54) da seguinte forma:

ἀπεκρίθη Ἰησοῦς· ἐὰν ἐγὼ δοξάσω ἐμαυτόν, ἡ δόξα μου οὐδέν ἐστιν· ἔστιν ὁ πατήρ μου ὁ δοξάζων με, ὃν ὑμεῖς λέγετε ὅτι θεὸς ἡμῶν ἐστιν,

“Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso um deus.”

Porém, traduziram sem o artigo indefinido e com o “d” maiúsculo:

“Jesus respondeu: Se eu glorificar a mim mesmo, a minha glória não é nada. É meu Pai quem me glorifica, aquele que dizer ser vosso Deus;” (Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Pág 1311. 1986).
                        

                                                                                                          Itard Víctor Camboim De Lima.  

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Diferenças entre: Pelagianismo, Semipelagianismo e Arminianismo



Pelagianismo: Pelágio era um monge que viveu no fim do século 4 e início do século 5 D.C. Ele ensinava que os seres humanos nasciam inocentes, sem a mancha do pecado original e pecado herdado. Também acreditava que Deus criava diretamente toda alma humana e, portanto, toda alma era livre do pecado. Pelágio acreditava que o pecado de Adão não tinha afetado as gerações futuras da humanidade. Essa interpretação ficou conhecida como Pelagianismo.
Em síntese:

Pelagiano: qualquer sistema em que o ser humano seja capaz de alcançar a salvação inteiramente por si mesmo sem a assistência divina, além da graça comum (isto é, a graça necessária para que qualquer ser exista). Além do fato que o pelagianismo negou o pecado original.
Semipelagianismo: qualquer sistema em que o processo de salvação seja iniciado pelo ser humano sem assistência da graça.

Percebemos que ambos o pelagianismo e semi-pelagianismo coloca o homem como ponto inicial de sua salvação e negam a doutrina da depravação TOTAL. Algo que a teologia Arminiana não nega.
Mas existe alguns calvinistas e algumas páginas que afirma que o Arminianismo é a mesma coisa que o semi-pelagianismo, talvez eles nunca leram sobre o Arminianismo escrito por Arminianos.
Vejamos algumas frases de alguns teólogos arminianos:

Arminio disse:
Neste estado [caído], o livre-arbítrio do homem para o verdadeiro bem não está apenas ferido, enfermo, inclinado, e enfraquecido; mas ele está também preso, destruído, e perdido. E os seus poderes não só estão debilitados e inúteis a menos que seja assistido pela graça, mas não tem poder algum exceto quando é animado pela graça divina. [1]
Simon Episcopius, discipulo de Arminio disse:

Homem não tem fé salvadora em si mesmo; nem ele nasce de novo ou se converte pelo poder de seu próprio livre arbítrio: se achando no estado de pecado, ele não pode pensar, muito menos querer ou fazer qualquer bem que seja de fato salvificamente bom a partir de si mesmo: mas é necessário que ele seja regenerado e totalmente renovado por Deus em Cristo pela Palavra do Evangelho e pela virtude do Espírito Santo, em conjunto com o seguinte: no entendimento, afeições, vontade e todos os seus poderes e faculdades, para que ele possa ser capaz de compreender, meditar, querer e realizar essas coisas que são salvificamente boas.[2]

H. Orton Wiley falou em perfeita harmonia com Arminius, dizendo: “Depravação é total na medida em que afeta todo o ser do homem”. [3]
Por essa declarações, percebemos que o Semipelagianismo e Arminianismo não são as mesmas coisas.

FONTE:https://www.facebook.com/arminianismodazueira/posts/749632975183532 
NOTAS:
[1] Jacobus Arminius, Works, trans. James Nichols(Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1956), 2:192.
[2] Simon Episcopius, Confessions of Faith of Those Called Arminians (London: Heart & Bible, 1684), 118.
[3] H. Orton Wiley, Christian Theology (Kansas City, MO: Beacon Hill, 1941), 2:98.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Quais línguas foram faladas no dia de Pentecostes?








Que as línguas foram dadas de forma sobrenatural não temos dúvidas, pois segundo Jesus elas estariam ligadas a um revestimento de poder vindo do Céu. (Mc 16:17; Lc 24:49). Porém, assim como em muitas das passagens da Bíblia de difícil compreensão, os estudiosos divergem quanto ao tipo de língua que foi falada. Uns entendem que foram faladas línguas inteligíveis ou terrenas. Outros afirmam que os discípulos falaram línguas ininteligíveis, isto é, as que os homens não as entendem senão por interpretação divina.   
Para tentarmos elucidar esta questão, é necessário de antemão sabermos que o autor do livro de Atos, o evangelista Lucas, usou duas palavras gregas que são traduzidas como línguas, a saber, διαλέκτῳ (gr. dialektõ) e γλῶσσα (gr. glõssa) na narrativa do derramamento do Espírito Santo. Embora glossa e dialekto sejam palavras diferentes, às vezes elas se referem a mesma coisa, pois no Novo Testamento essas palavras ocorrem se referindo ao órgão que está na boca, aos idiomas inteligíveis falados naturalmente pelos homens, como às línguas ininteligíveis. Vejamos as ocorrências:  

Dialektõ fazendo referência ao idioma inteligível (At 1:19, 2:6, 8, 21:40, 22:2, 26:14);

Glõssa fazendo referência ao idioma inteligível e ao órgão (Lc 1:64; At 2:26; Rm 3:13, 14:11; 1Co 13:1; Fp 2:11; Tg 3:5, 6; 1Jo 3:18; Ap 5:9, 10:11);   

Glõssa fazendo referência à língua ininteligível que pode ou não vir acompanhada de profecia (At 10: 46, 19:6; 1Co 14:2, 4, 13, 14, 19, 27); 

Glõssa e Dialektõ se referindo às línguas de Atos 2 (At 2:4, 8). 

Dessa forma, já ficou claro que será o contexto o principal responsável pela resposta que buscamos. Bem, de acordo com texto lucano, após os discípulos começarem a falar em línguas conforme o Espírito lhes concedia que falassem (At 2:4), os judeus que vieram de muitas partes, como, por exemplo, da Mesopotâmia, da Judéia, da Capadócia, da Frígia, da Panfília, do Egito e demais localidades (At 2:5-11), ficaram perplexos por ouvirem os discípulos falando nas suas próprias línguas maternas (At 2:8). Até aqui já ficou claro que os discípulos falaram nas línguas maternas dos ouvintes. Mas queremos ainda chamar a atenção para uma pergunta que esses homens fizeram a respeito do ocorrido que é fundamental para a conclusão:
        Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? (At 2:7 ARA)
Por que eles fizeram essa pergunta enfatizando que os discípulos vinham da Galileia e demonstrando total admiração?   
Porque quem habitava na região da Galileia não era bem visto pelos judeus da capital Jerusalém, pois lá era uma região onde tinha um número considerável de gentios, e por isso era chamada de Galileia dos gentios (Mt 4:15). Além disso, os galileus não sabiam pronunciar o aramaico e o grego como os judeus que moravam na capital, por exemplo, pois os galileus tinham um aramaico rude que ao pronunciá-lo ficava fácil de saber de onde eles eram (Mc 14:70), e provavelmente um grego capenga, o que teria feito com que os ouvintes ficassem atônitos depois que os ouviram louvar a Deus em vários idiomas que eles não tinham aprendido e com uma eloquência como antes jamais vista. (CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado. Edição Revisada. 2014. vol 3. p. 58-59. HAGNOS).  

Isto é, as línguas faladas em Atos 2, embora dadas pelo Espírito Santo foram línguas terrenas e não as que Paulo disse que quem as fala, não fala a homens, mas apenas a Deus (1Co 14). E essa foi a conclusão de alguns mestres da Igreja, como, Orígenes, Hilário de Poitiers, Eusébio de Emesa, Cirilo de Jerusalém, Filastrius, Pseudo Constantius, Guadêncio de Brescia, João Crisóstomos, Rufino de Aquiléia, Pelágio, Agostinho, Juliano de Eclano, Léo, o Grande, Teodoreto de Ciro, Jacó de Serugh, Cassiodoro, Gregório o Grande e Paládio. (GUMERLOCK, Francis. Toques in the Church Fathers. p. 125-131 apud  RODRIGUES, Zwinglio. Falar em Línguas. Um Estudo Sobre o Fenômeno da Glossolália. p.  40. 2016. REFLEXÃO).                                     
                                                              
                                                                                                              Artigo editado em 21/12/2016.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Jesus nasceu com uma natureza pecaminosa?


          

Por não entender a doutrina ortodoxa da União Hipostática, doutrina essa que ensina que Cristo era 100% divino e 100% humano, mas sem pecado, a profetisa e co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen Gould White, defendeu que a natureza humana de Cristo era tão pecaminosa quanto a de qualquer outro ser humano. Ela disse o seguinte:

"Em sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo o filho de Adão — uma natureza pecaminosa." (Estudos Bíblicos, Doutrinas Fundamentais das Escrituras Sagradas, p. 140 -141, grifo nosso).



Diante da afirmação da profetisa adventista, podemos acreditar que Jesus nasceu mesmo com a natureza pecaminosa? 
         Não! Não podemos acreditar em tal afirmação. Não é difícil de entender que tal ensino jamais veio da Bíblia, embora os adventistas tenham defendido que tudo o que ela escreveu foi correto e profeticamente exato: “Os testemunhos orais ou escritos da Sra. White preenchem plenamente este requisito, no fundo e na forma. Tudo quanto disse e escreve foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato”. (Subtilezas Do Erro. p. 35. 1965. CPB).


Bem, no Novo Testamento podemos ver Jesus orando pelos pecadores “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23:34 ARA), mas nunca vemos ele dizendo Pai, perdoa-me. Ora, qualquer pessoa que nasce com a natureza pecaminosa, herdada de Adão devido a sua desobediência no Éden, necessita orar suplicando a Deus por perdão, pois a mesma está totalmente depravada. (Sl 14:3; Rm 3: 12 ,23). 

Dizer que Jesus tinha uma natureza pecaminosa é dizer que de maneira alguma Jesus poderia fazer expiação pelos pecadores, pois na realidade quem precisaria primeiramente se arrepender era o Senhor Jesus, se porventura tivesse nascido sob a Depravação Total. Mas o próprio Jesus certa vez desafiou os judeus a provarem que Ele tinha o pecado que só quem tem uma natureza pecaminosa possui (Jo 8:46). Bom, uma das formas simples de elucidar de vez esta questão, é percebendo que na Bíblia Ele nunca aparece recebendo ou fazendo sacrifício expiatório por Si mesmo; mas apenas pelos pecadores (Hb 9: 11-12). Quer dizer, a lei que ordenava expiação até ao sumo sacerdote (Lv 16:3-6; Hb 7:26-27), não tinha autoridade sobre o Grande Sumo Sacerdote uma vez que Jesus foi gerado diretamente do E. Santo (Lc 1:35), e não da conjunção carnal de humanos depravados pelo pecado como no caso de Davi (Sl 51:5). 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

John Stott e F.F. Bruce comentam Lc 23:43 e Ap 20:10



                Não é estranho ver ou ouvir os adeptos da teoria do Aniquilacionismo ou do Sono da Alma, citando os já falecidos escritores John Stott e F.F. Bruce, como “reforço” de que essas crenças foram absorvidas por gente de grande fama no meio evangélico. Todavia após pesquisas em minha singela biblioteca, notei que isso não procede, já que os citados autores tinham uma visão oposta. Por quê? Porque os adeptos do Aniquilacionismo não acreditam que o ex-ladrão da cruz tenha ido no dia em que morreu para o Paraíso, mas que está nesse momento exterminado ou na inexistência. Mas, vejamos o que realmente Stott e Bruce disseram acerca da idade do ladrão arrependido e do sofrimento dos ímpios no Lago de fogo que para os aniquilacionistas não é um sofrimento literal. Assim disse Stott:

“Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”. (Lucas 23.43)
Todos os quatro evangelistas mencionam que três cruzes foram erguidas no Gólgota (“lugar chamado Caveira” [v. 33]) naquela manhã fatídica. Eles deixam claro que Jesus estava na cruz do meio, enquanto os dois ladrões (“criminosos”, de acordo com Lucas) foram crucificados um de cada lado de Jesus.

A princípio os dois ladrões juntaram-se ao coro de ódio a que Jesus foi submetido (Mt 27.44). No entanto, apenas um continuou, lançando-lhe insultos e desafiando-o a salvar a si mesmo e a eles. O segundo ladrão repreendeu o primeiro dizendo: “Você não teme a Deus nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça… Mas este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23.40-41). Então, voltando-se para Jesus, disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (v. 42).

Esse reconhecimento da realeza de Jesus é extraordinário. Sem dúvida o ladrão arrependido ouvira os sacerdotes zombando da declaração de Jesus de que era rei de Israel, e provavelmente lera a inscrição sobre a sua cabeça: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”. Certamente também observara a dignidade silenciosa e régia de Jesus. Diante de tudo isso, ele passara a acreditar que Jesus era rei. Ele também ouvira a oração de Jesus por perdão para os seus executores, e sabia que precisava de perdão uma vez que confessara estar sendo punido com justiça.

Jesus respondeu ao ladrão penitente com esta afirmação memorável: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso” (v. 43). Não houve recriminações. Ele não foi censurado por haver se arrependido somente na décima primeira hora. A autenticidade de seu arrependimento não foi questionada. Jesus simplesmente deu a esse crente arrependido a certeza que ele tanto ansiava ter. Prometeu-lhe não somente a entrada no paraíso, que envolvia a alegria da presença de Cristo, como também uma entrada imediata, naquele mesmo dia. Ele lhe assegurou essas coisas dizendo: “Eu lhe garanto” — a última vez em que usou essa expressão familiar. Imagino que, durante as longas horas de dor que se seguiram, o ladrão perdoado aconchegou o coração e a mente na promessa segura e salvadora de Jesus.” (A Bíblia Toda, o Ano Todo. p. 257, grifo nosso). 

Contudo, mesmo defendendo o que os imortalistas defendem, Stott, nos parece que andava coxeando em dois pensamentos, pois, segundo Norman Geisler, ele defendia também a não existência do homem. Norman escreveu:

“Primeiro, dada a crença de Stott de que os ímpios serão aniquilados e não suportarão a separação eterna de Deus, o uso que ele faz desta linguagem bíblica é enganador e mal empregado; ele parece estar confirmando os ensinamentos das Escrituras, mas, na realidade, os está questionando.

Segundo, Stott, de modo significativo, usa equivocadamente a linguagem ao falar da “realidade” da não-existência. A não-existência é nada, e nada não tem realidade — por definição, é a não-realidade. Falar sobre a suposta não-realidade do inferno como algo real e terrível é inexpressivo e sem sentido.


Terceiro, embora Stott declare ser um “evangélico comprometido” (ibid., 315), a sua visão do inferno não é compatível com as declarações das Escrituras. Tampouco ele, por suas próprias palavras, está comprometido com “a ortodoxia tradicional” (ibid., 314-15); além de ser condenada por outros credos, a sua posição foi condenada pelo Quinto Concilio de Latrão da igreja. (A sua própria Igreja Anglicana é uma derivação católica.) As visões aniquilacionistas de Stott não são católicas ortodoxas nem protestantes ortodoxas. (Norman. Teologia Sistemática. , pp,805-806, 816-817. CPAD). 

Contudo, mesmo tendo pensado nisso em um momento da sua vida, Stott não pode ser usado pelos aniquilacionistas, sobretudo os adventistas do sétimo dia, pois ele não cria na Dupla Aniquilação, pois, como foi mostrado anteriormente, ele defendia a ida consciente dos mortos salvos em Cristo ao Paraíso. Além disso, há quem diga que Stott não fazia apologia ao morte dos ímpios no lago de fogo, mas que tal pensamento estava mais ligado ao lado emocional do que o exegético.

         Convido-vos agora para lerem como F.F. Bruce interpretou os versículos que para os aniquilacionistas, eles provam sua teoria.

“5) O Quinto selo: O clamor dos mártires (6. 9-11)
v. 9. vi debaixo do altar: João ainda está no céu “em espírito”; o “altar” é portanto o altar de incenso no templo celestial, no qual as orações dos santos são oferecidas a Deus (8.3,4). As almas dos mártires que oraram são adequadamente retratadas como estando debaixo do altar de onde sobem sua orações.
v.10. Soberano (gr. despotes): Sua oração por vindicação é dirigida a Deus, que está no seu trono (cf Lc 18.7). os habitantes da terra: V. comentário de 3:10. v 11. uma veste branca: Um símbolo das suas benção (cf .7.9,13,14). que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número: A perseguição, iniciada em g4 d.C.; precisa completar seu ciclo. Mas, quando toda a história dos mártires for concluída, as orações dos santos no altar caem como juízo sobre a terra (8.5).” (Comentário NVI. p. 2232).

 “ O Diabo, que as enganava foi, lançado no lago de fogo que arde com enxofre. Isso dever ser “o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” de Mt 25:41. As “correntes inquebráveis e o fogo do castigo” que Milton vislumbra como o calabouço de Satanás na sua queda primeva são destinados a ele por João no fim dos tempos. Onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta: Cf 19:20. Os dois prisioneiros anteriores evidentemente ainda estão aí, pois, junto com seu novo companheiro, serão atormentados dia e noite, para todo o sempre. Visto que a besta e o falso profeta são figuras representativas de sistemas, e não de indivíduos, está em vista aqui evidentemente a destruição definitiva do mal". (Ibid p. 2255 ,grifo nosso). Ora, se crermos que a besta, o falso profeta e o diabo são sistemas, logo teremos que discordar dos textos bíblicos que dizem que o diabo é um ser angelical caído.

Vejamos ainda como F.F. Bruce interpretou o “estar com Cristo” dito por Paulo em (Fp 1:23):

“Estar com Cristo, imediatamente após morrer, é a implicação de Paulo. Contra este pensamento O. Cullman nega que o NT apoie a “ideia de que os mortos estejam vivendo antes da época da volta e, assim, gozando já o fruto do cumprimento final das coisas” (The Early Church p. 165). É possível que esses crentes que, quando morreram, estavam com Cristo, estejam esperando a ressurreição, como Paulo enfatiza (cf 3:21); entretanto esse autor não faz justiça suficiente a Paulo.” (Novo Comentário Bíblico Contemporâneo. Filipenses.  p.63).

“3:21/ Quando o Salvador vier, transformará o nosso corpo de humilhação. Em 1Co 15:42-53 há uma declaração mais completa. Quer os crentes tenham morrido, quer ainda estejam vivos por ocasião o segundo advento, deverão passar por uma transformação, a fim de herdar o reino eterno de Deus. Os mortos receberão um “corpo espiritual” que substituirá o “corpo natual” que desintegrou; a mortalidade dos que ainda estiverem vivos “será revestida de imortalidade”. (Ibid . p. 144). 

Vale salientar que os que creem na doutrina bíblica da Imortalidade da Alma acreditam que todos os salvos que estão nesse momento na Presença do Senhor, estão aguardando a ressurreição do corpo.   

 Bom, eu acho complicado afirmar Bruce era adepto do aniquilacionismo, pois em nenhuma das obras oficiais supracitadas ele afirma que o salvo ou o pecador são aniquilados logo após morrerem.  Porém, diz que diabo será atormentado para todo o sempre.


              E por que não recitar mais uma vez John Stott e sua interpretação acerca do mesmo texto em que F.F.Bruce comentou, isto é Ap 20:10?

“ Segundo, quando os mil anos se passarem, Satanás será liberto da prisão por um curto período e enganará as nações novamente. Ou seja, o esforço missionário da igreja será combatido e restringido. Satanás reunirá povos hostis para um último ataque contra a igreja. No entanto, Cristo, o cavaleiro sobre o cavalo branco, impedirá o conflito. Então o dragão será lançado no lago de fogo, onde encontrará as duas bestas e permanecerá para sempre” (Ibid .p. 424, grifo nosso).


         Porém, mas, todavia, entretanto, resolvi complementar esse artigo mostrando que a verdadeira crença da Igreja do Senhor, sempre foi que todo aquele que morre servindo ao Todo-Poderoso, ia imediatamente à Sua Presença.

         Em sua epístola aos crentes de Corinto, Clemente  de Roma os informa que os heróis espirituais, Pedro e Paulo, após sofrerem perseguições, apedrejamento, cárcere, partiram para o lugar de Glória ou Santuário, ou seja, para a Presença de Deus:

“Clemente, por exemplo, fala que Pedro e Paulo partiram diretamente para “o lugar santo”, encontrando ali um grande grupo de mártires e santos “aperfeiçoados na caridade”. (Patrística. p. 352, grifo nosso).

            Policarpo ao escrever aos crentes de Filipos, mostrou que concordava com Clemente, ao dizer que Paulo, Rufo Inácio e  Zózimo, já estão nos seus devidos lugares, isto é, junto ao Senhor:

“ Exorto-vos pois todos a obedecer e exercitar toda a paciência, a que vistes com vossos olhos não somente nos bem-aventurados Inácio, Rufo e Zózimo, mas também em outros dos vossos, e no próprio Paulo e nos demais apóstolos, persuadidos que não correram em vão, mas na fé e na justiça, e que já estão no lugar que lhes é devido, junto ao Senhor, com a qual padeceram”. (História Eclesiástica. p. 72, grifo nosso).

               Inácio foi amigo de Policarpo, conheceu o apóstolo João e foi bispo em Antioquia ao suceder o apóstolo Pedro conforme nos diz Eusébio de Cesaréia:

“Ao mesmo tempo adquiriram notoriedade Papias, bispo da igreja em Hierápolis, Inácio, o homem mais celebre para muitos ainda hoje, segundo a obter a sucessão de Pedro no episcopado de Antioquia.” (História Eclesiática. p. 71).

Inácio ao escrever aos crentes de Trales, mostrou que cria que após sua morte ele continuaria a se sacrificar pelos trálios:

“Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem reprovação.”1

               Ora, como alguém que acreditava em uma sã consciência ao chegar à Presença de Deus poderia não crer na imortalidade da alma e não discordar duramente do sono da alma e do aniquilacionismo? Impossível, não é? 

            Vale ressaltar que Clemente, Policarpo e Inácio foram discípulos diretos dos apóstolos, e se eles defendiam o acesso direto e consciente a Deus, é porque foram instruídos dessa forma, pois esse é o ensino bíblico (Gn 5:24; 2Rs 2:1-11; Lc 23:43; Fp 1:21-23; Ap 6:9). Dessa forma, fica externada a verdadeira crença desses homens que muito contribuíram para a Verdade. 
                                                                                  Primeiro a verdade, depois as nossas opiniões.
   
Bibliografia:
STOTT, John. A Bíblia Toda, o Ano Todo. 8ª impressão. 2007. ULTIMATO.

BRUCE,F.F. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo. Filipenses. VIDA.
  
Comentário Bíblico NVI. Org. F. F. Bruce. 1ª edição 2008. 1ª reimpressão 2009. Vida.
KELLY, J.N.D. Patrística. 2009. Vida Nova. 

Eusébio de Cesaréia. História Ecleciástica. 2002. Novo Século
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